Deus é uma experiência coletiva:Um diálogo com Mario Liani impregnado da amorosa energia de Kryon

Mario Liani

http://38uh.com/html/tpresente_port.html

Carmelo Urso: Caro Mario, muito obrigado por tua confiança e por tua abertura. Gostaria de revisar contigo alguns conceitos fundamentais de teu trabalho espiritual. Acima de tudo, dentro da cosmovisão divulgada por Kryon, o qué se entende por Deus? É um Ser apartado de suas criações ou mora de maneira ativa dentro delas? É Deus um grupo de almas? Y se isto fora verdadeiro, é o ser humano uma parte indivisível dessa experiência à que costumamos chamar Deus?

Mario Liani. Obrigado a ti, Carmelo, por dar-me a oportunidade de poder comunicar minhas idéias a muitas mais pessoas através do trabalho de divulgação que tens a bem realizar. Te felicito publicamente por isso!

 Antes de prosseguir, desejo comunicar-te que para poder responder com maior profundidade a tuas perguntas, convoquei à energia de Kryon e portanto, as respostas que te daremos virão processadas através duma visão mais ampla e esclarecedora do que nossa própia visão humana.

 Entro em matéria…

Hoje em dia, com a visão que muitos mestres da Nova Era nos ajudaram a expandir– e agora com o que Kryon nos disse em reiteradas ocasiões – entendemos que “Deus” é só um nome que o ser humano lhe colocou a uma experiência coletiva… para descrever algo que é intangível e que ao final poderia ser muito pessoal: sua percepção e crenças a respeito de como ele – o ser humano – define sua própia espiritualidade e a sua relação com aquilo que ele considera que está acima de tudo e todos.

Sobre isto, Kryon nos disse repetidamente que o que nós chamamos Deus é só uma palavra que nos permite enunciar algo impossível de descrever como humanos: que todos nós – como um só e grande coletivo – fazemos parte de uma Familia Espiritual onde somos partes indivisíveis do resto… onde “Somos” porque alguém mais “É”… pois sem essa premissa, não existiríamos e portanto, não existiria a experiência que agora poderiamos chamar “A Vida” e talvez em outro nível perceptivo, a chamariamos “O Ser”.

 Carmelo Urso: Se diz que Kryon é um coletivo de entidades angelicais. O qué é, neste contexto, um anjo? Em que âmbito de realidade moura? Como ele difere e em qué se parece aos seres que habitamos a dimensão física? ¿Podemos invocar sua intermediação através de uma prece ou de uma meditação? E se os anjos existem, existe a sua contrapartida –os demônios?

 Mario Liani: Se dizem muitas coisas… mas qual será a que mais ressoa ou aquela com a que mais nos identificamos?

Eu costumo definir a Kryon como um grupo de entidades ou consciências avançadas de índole angelical… mas além disso, sinto que Kryon é o nome que nós – os seres humanos – lhe demos a uma determinada experiência ou que o nome Kryon representa a resposta que a Criação nos fornece a nós seres humanos através da multi-dimensionalidade de nossas almas, as quais – ao nível mais elevado possível- se reuniram para ser (por incrível que possa parecer) nossa própia voz angelical.

Dito de outra maneira, nós os seres humanos nos apanhamos para pedir-lhes aos nossos outros EU – que habitam em outras dimensões diferentes a esta- que nos falem através de uma parte de nós à qual geralmente não temos acesso direto. Incrívelmente, essa parte de nós que consideramos “externa e divina”, nós literalmente a temos endeusado, chamando-a “Deus”.

Kryon é o nome que o ser humano lhe deu a essa experiència que acabo de descrever. Portanto, Kryon representa a voz de um coletivo espiritual que se expressa com o objetivo de ajudar à sua contraparte humana a evoluir.

Em síntese, percebo que Kryon representa o nome de um grupo de almas que têm decidido ter uma experiência dupla: a de estar vestidos de humanos esperando sentir o amor da Familia Espiritual… e a dos Anjos Divinos desejosos de acariciar a sua contraparte humana e de dar-lhes alento na busca da experiència necessária para que ambas partes transcendam juntas no seu processo de Ascenção.

Anjo? É só um nome que a humanidade – desde tempos imemoriais – deu à inexplicável conexão com sua própia contraparte, como uma maneira de endeusar a experiência que não pôde ou pode compreender.

Demônio? Outra boa criação da humanidade, conceitualizada para ajustar a clássica contrapartida no contexto de que tudo o que o humano percebe, “deva” forçadamente contemplar duas possibilidades opostas entre si…

 Carmelo Urso: Uma das premissas essenciais de Kryon é que os seres humanos somos anjos disfarçados de humanos. Esta noção se contrapõe à de certas religiões que preconizam que a Humanidade é intrínsecamente má e portadora de um indelével pecado original. Se os humanos somos anjos, quer dizer que somos essencialmente boms? E se nossa natureza é, em essência, benigna, por qué nosso mundo parece tão açoitado pela maldade?

Mario Liani: Kryon nos diz que nós, os humanos – em essência – somos seres espirituais disfarçados de carne com o objetivo de conseguir ter acesso a uma ampla gama de experiências humanas.

Ainda que nossa verdadeira natureza venha da Matriz Divina que nos criou (meras palavras que não podem explicar a totalidade da nossa origem), ao estar de visita em um corpo que está imerso na 3ª dimensão, nossa natureza é forçada a experimentar qualquer das gamas que a experiência humana pressupõe… e nela está incluida aquela que tu chamas “maldade”, a qual é só um matiz evolutivo… de tantos a nossa disposição.

No entanto, é bom que tenhamos presente que a “maldade” é o oposto a “bondade”, e portanto, é a antítese de uma postura humana que não existe no contexto de nossa Origem Divina. Nesse âmbito, tudo isto será só considerado como uma mera experiência que lhe permite ao Ser aprender a partir de qualquer  das facetas que reveste a Totalidade do Ser ao estar imerso em “Tudo o que É”.

Portanto, desde nossa limitada visão humana, poderiamos estar imersos numa matriz de “maldade” humana… mas desde nossa Divina perspectiva original, a “maldade” seria a conseqüência de aquilo que nós decidimos criar para experimentá-lo, sem mais conseqüências que a de acumular uma nova linha na nossa longa listagem de experiências que são nosso “curriculum vitae” evolutivo.

Carmelo Urso: Se os seres humanos somos anjos disfarçados de humanos, como fica o resto dos  seres físicos? Um canário, um golfinho, um inseto, um coral, são também seres angelicais vestidos da roupagem da matéria?

Mario Liani: Remetendo-nos à resposta anterior e lembrando que a palavra “anjo” só é uma adequada criação da nossa percepção humana, os seres vivos que tu nomeias são só possibilidades evolutivas que a Criação contém para que Tudo o que É se manifeste na mais completa pluralidade. Além da matéria que cada um reveste, o ser humano incluso, esse universo de seres vivos – aparentemente animados ou não – é simplesmente “energia em movimento e em constante transformação”. Como energia que se vai reciclando e sob o conceito de UM – de que toda a Criação é um único ser – qué diferença poderia ter entre um golfinho e nós?

Mario Liani

Carmelo Urso:

Outra premissa propagada por Kryon é que somos seres ínter-dimensionais. Que significa isto? Talvez o nosso “eu” habita simultâneamente em dimensões de realidades paralelas? Se isto é assim, cómo é a interação dos diversos filamentos de aquele  vasto “eu”?

Mario Liani: Somos seres ínter-dimensionais, porque nosso “ser central” – que a maioria das culturas espirituais coincidiram em chamar “Eu Superior” – é uma grande criação que está composta ou se nutre de muitas outras criações própias que habitam em diferentes lugares ou dimensões.

Se queremos explicar tal conceito de maneira intelegível e adaptada a nossa experiência atual, o Eu Superior seria como uma espécie de grande “computador central” que está conectado a uma imensa rede de muitos computadores.

No computador central se encontra “o grande cerebro” que armazena tudo o que processam individualmente os computadores conectados à ele, enquanto que cada computador subsidiário só está encarregado de processar seus própios registos… sem saber que existem sub-rotinas ou processos ocultos que se ocupam de enviar “em tempo real” toda a informação que processa ao grande computador central.

Os computadores individuais não têm registos visíveis desse procedimento, ainda que às vezes poderiam têr “sinais” de certa atividade na rede, isto é, de algum processo que acontece “em tempo real” com algum dos outros computadores que se acham colocados em outros lugares do Universo. Isso acontece quando temos a impressão de estar vivendo uma vida em paralelo ou quando temos uma espécie de “deja-vu” no qual lembramos ter-nos visto a nós mesmos fazendo algo do qual não temos una memória exata… ou quando temos a sensação de que estamos fazendo algo num outro nivel de percepção. Esta é a experiência de um sonho lúcido onde lembramos com claridade têr experimentado “ser outra pessoa” sem deixar de ser nós mesmos…

Carmelo Urso: Kryon costuma anunciar-se como porta-voz “do serviço magnético”. Que é o serviço magnético? ¿Qual é o eu propósito? Que repercussão tem em nossa vida cotidiana?

 Mario Liani: Tudo o que existe ressoa em freqüências magnéticas de diferentes espectros, incluindo-nos a nós, a  humanidade e à Terra onde habitamos.

Uma das conseqüências de isso é que nossa saúde física, a saúde de nosso planeta e de todo o sistema que nos mantém vivos e percebendo a experiência como nós a percebemos, depende de que este sistema ao que nós pertencemos mantenha uma freqüência vibracional apropiada, ou evolua – quando seja necessário – a outro nível de vibração magnética que permita que nós nos adaptemos às mudanças planetarias que acontecem em todo o sistema que nos circunda – ainda que não vejamos como acontece ou onde se origina.

O anterior é a visão “macro”, enquanto que a visão “micro” está relacionada com o fato de que os órgãos do nosso corpo – desde o maior ao menor (como o é uma célula, por exemplo) – emitem uma freqüência magnética que define a função do nosso sistema físico e principalmente, a maneira como nossa percepção se alinha com o que nos rodeia.

Em síntese, o magnetismo é o causador de que tenhamos a experiência que nós acreditamos ter… E aqui entra Kryon em cena…

Kryon representa o movimento espiritual que o ser humano ativou – desde seu centro superior mais próximo da Criação – para propiciar no seu meio as mudanças necessárias para que ele e toda a experiência humana evoluam juntos para um novo padrão de vibração, o qual vai permitir que aconteçam as mudanças genéticas necessárias para producir um novo ser humano, com uma percepção nova da vida.

Kryon está “em serviço magnético” porque a humanidade decidiu atrair magnéticamente a mudança vibratória necessária para conseguir esse grande salto quántico.

Carmelo Urso:  Kryon costuma sublinhar a importância do DNA em nosso crescimento evolutivo e espiritual, coisa que pôde parecer estranha às pessoas com formação científica. Qual é a relação entre o DNA, a natureza magnética e energética de nosso ser físico e a evolução espiritual?

Mario Liani: A resposta a tua pergunta é uma conseqüente continuação da anterior, pois o DNA vibra magnéticamente a uma freqüência tal… que possibilita não só a reprodução humana, senão que contém o código sob o qual o ser humano vai agir na vida, em função de seu própio processo evolutivo.

De fato, o DNA processa os códigos ocultos que lhe conectam com o computador principal e portanto, mantém um fluxo contínuo de informação entre o cérebro principal e seu própio terminal, aos fins de estabelecer as experiências humanas necessárias para que seu portador transite pelas pautas evolutivas que seus processos físicos e espirituais requerem.

Em síntese, o DNA representa os cabos que fazem possível o intercâmbio de informação com o computador central do Ser, sendo o verdadeiro transmissor da informação evolutiva de cada um de nós.

Quando alguém consegue conectar-se a algum registo Akashico ou obter a lembrança de uma experiência passada através de um processo de regressão, o que acontece na verdade é que o computador central “autoriza” a libertação de uma porção de informação oculta para uso exclusivo desse terminal magnético específico.

 Carmelo Urso: Ao começo de cada canalização, Kryon, através de seus porta-vozes, costuma dizer que se abriu uma janela “do outro lado do véu”. Em várias das tuas mensagens expressaste que esse véu é “metafórico”. Que diferenças e semelhanças há entre ambos “lados do véu” –vale dizer, entre o físico e o metafísico? Se o véu que parece separar esses dois âmbitos da existência é metafórico, por que a grande maioria de nós não experimenta nem se conecta com essa realidade que vai além do físico? Que lhe recomendarias ao leitor ou leitora que almeje experimentar a parte angélica de seu Ser?

Mario Liani: Quando dizemos que “o véu se correu” podemos dar a impressão – pelo fato de usar uma linguagem humana para descrever algo que “não o é” – de que estamos correndo uma espécie de cortina ou gaze transparente e que por isso estamos criando uma abertura que permite transitar indistintamente entre um ou outro lado. Mas… há “lados” no ínter-dimensional? Será plausível que tenha “gazes e cortinas etéreas” que separem as dimensões como si fossem portões físicos? Não te parece mais bem que a palavra “véu” é apenas uma palavra humana que parece apaziguar a nossa mania de explicar e definir racionalmente tudo o que não compreendemos?

É por isso que o Kryon que se manifesta através de meu ser disse que “o véu” é uma metáfora humana…

Na verdade, estar “num ou outro lado do véu” – para um ser humano – é apenas um processo de mudança de percepção ou, se o preferes, uma mudança de alinhamento magnético. Quando um humano vai ao encontro com o espiritual – que não é mais que um encontro com a parte de si mesmo que não está ao alcance da sua própia percepção humana – pode escolher a opção voluntária de alinhar-se com outra freqüência ou de aceitar ser induzido a isso através dum adequado processo meditativo… para perceber esse outro lado sem necessidade de deixar fisicamente seu plano de conexão terrenal.

Perceber esse lado não é mais que mudar todo o sentido perceptivo, de forma que a visão humana perceba freqüências que de outra maneira não poderia sentir, ou que seus ouvidos já não ouçam meras palavras vocalizadas através do humano que as canaliza… senão que ele vai perceber essas palavras como meros impactos energéticos que penetrarão em seu novo estado perceptivo como pacotes de informação. Tais pacotes se alojarão em lugares estratégicos de seu ser e se abrirão na medida em que ele os convoque ou os precise. Poderia dizer-se que o canal sirve como uma espécie de “cabeado especial de emergência” que está tendido entre o computador individual de cada humano assistente ao evento e o computador central… de cada um dos assistentes!

Queres conectar con esse outro lado? Tenta meios e técnicas – que ao final serão individuais e muito pessoais – para mudar o teu nível perceptivo de maneira que possas escutar essa voz interna – a tua própia voz interna – a qual não é outra coisa que o pulso ou latido da freqüência que vem emanando desde teu computador central.

Um dos meios para conseguir essa conexão é tentar calar o diálogo interno… Mas insisto: cada um de nós tem o inato conhecimento de como apagar esse interruptor. Apenas devemos lembrá-lo e praticá-lo.

Carmelo Urso: Uma das mensagens mais contundentes de Kryon é que cada um de nós deve atingir a Mestria do Ser. Nos agradaria que afundasses nesse tema. A convivência com Kryon te permitiu atingir esse almejado nível de mestria? Gurus de diversos credos não sentem vergonha ao proclamar-se “mestres” ou “iluminados”. Em teu caso, te sentes um porta-voz esclarecido ou ainda transitas o caminho do peregrino que sabe que lhe falta trabalho espiritual por fazer?

Mario Liani: A Mestria do Ser não é mais que o reconhecimento de nossa natureza espiritual infinita e imperdurável, a qual se acha oculta dentro de um limitado corpo humano.

Quando reconheces que dentro de ti existe o potencial do infinito e que este potencial o trazes indissoluvelmente unido a tuas capacidades humanas – porque de fato o trazes “incrustado” em teu DNA – toda a tua expêriencia humana muda… pois começas a perceber que cada um dos teus atos tem um poderoso sentido evolutivo que te liga intimamente com toda a humanidade que te rodeia.

Nesse instante, sentes que tens o potencial de realizar atos humanos carregados de uma poderosa intenção transmutadora, executada através da principal habilidade da qual tu te sentas experiente.

Não importa qual seja ela! Não interessa que tão humana ou terrenal ela possa ser! O único que importa é que tu cobres consciência de que tens a capacidade de transmutar qualquer ação terrenal num ato que deixe impressões espirituais. A quem poderia importar-lhe o fato de que alguém como tu carregue de entendimento e intenção espiritual suas ações? A mais ninguém do que a ti… Pois tu o farias somente com o pleno convencimento de estar atuando sob a mais impecável das intenções.

A Mestria do Ser consiste em que teus atos – ainda que estejam dirigidos a uma só pessoa – vão revestidos de uma intenção transmutadora que poderia gerar um insuspeito efeito exponencial para muitas pessoas mais.

Por outra parte, preguntas-me se “a convivência com Kryon me permitiu atingir esse almejado nível de mestria”… Eu te responderia que ter podido vislumbrar em meu ser físico o potencial de mestria que todo ser humano leva consigo mesmo, fez possível que eu me pudesse conectar mais facilmente com minhas guias espirituais e com a parte do Um ou do Criador que moura em mim, a qual chamamos Kryon.

No entanto, o fato de ter-me convertido no porta-voz de tal particular expresão do Um não é casual nem se escolhe desde o ego ou desde a necessidade de protagonizar um papel de mestre iluminado – como tu expressas ao perguntar.

Quando se têm consciência de estar ao serviço de um Plano Cósmico que trascende o individual – como considero que é meu caso –se assume com inteireza qualquer responsabilidade que o Plano designe.

Seus desígnios são apenas “convites” a assumir um papel. O Ser atemporal possui o necessário livre arbítrio para aceitá-lo ou recusá-lo… mas quando se aceita cumprir com esse papel – que para alguns pode parecer “protagónico” – têm que fazé-lo  com a impecabilidade da Mestria do Ser, aquela que te diz com firmeza que escolheste uma senda onde “o caminho se faz andando”… ou seja, onde não há nada que esteja “esclarecido”. Ao invés, tudo está por descobrir-se a cada passo, principalmente tudo o que se corresponde a nossa própia viagem, a de um mesmo.

Mario Liani

Carmelo Urso:

Equipararias a ação de canalizar com a de orar ou meditar, no sentido que te permite aceder a áreas superiores de consciência? De acordo a tua opinião, qualquer pessoa pode canalizar ou se precisam faculdades especiais para isso?

Mario Liani: Confesso-te que sempre me custou muito meditar, no sentido de que me resulta  difícil aplacar meus pensamentos e conseguir o silêncio interno necessário para conseguir o vazio que permite conectar-se com o intangível que mora dentro de mim. Estou seguro de que isto que relato é quase um lugar comum para a maioria das pessoas…

É por isso que “as receitas” que vêm em latas embaladas ao vazio sem data de vencimento e que consegues em qualquer prateleira, não necessariamente são aplicáveis a todos os casos pessoais.

Sou um convicto de que cada qual – com um bom marco referencial e despois de ter lido muitas receitas – tente criar seus própios procedimentos, aqueles que possam ser verificados dia a dia em seu funcionamento.

O procedimento que me deu resultado é simplesmente manter um diálogo invisível com a contraparte espiritual que percebo que possa estar escutando-me.

Ao princípio, este é um verdadeiro ato de fé, pois alguns podem pensar que se trata de “falar-lhe ao vazio”… e no vazio pode não ter ninguém que possa responder-te. Mas acontece que o “vazio do atemporal” está cheio de ouvidos…

De tanto falar com essa contraparte intangível e de tê-lo feito con a maior fé possível… um dia comecei a “sentir” em minha mente as respostas… até que agora posso conseguir um diálogo de duas vias, durante o qual “ouço e vejo” as energias individuais dos seres que compõem a minha multi-dimensionalidade.

Respondendo mais específicamente a tua pergunta, eu me conectei com o intangível através do mecanismo do diálogo, o qual alguns poderiam qualificar como oração, pois de fato… a oração é um diálogo!

Como tudo o que se exercita, aquilo que não se sabe fazer pode converter-se em uma verdadeira habilidade e assim qualquer pessoa pode conseguir canalizar uma das infinitas versões do UM… pois todas elas não são mais que as múltiples facetas da Criação.

Carmelo Urso: Na atualidade, podes aceder à energia e à mensagem de Kryon em qualquer momento do dia ou precisa fixar uma data e hora determinada? Em tua mente, escutas a voz de Kryon com uma sonoridade diferente à do monólogo interior que costuma dar-se em tua psique? Ao momento de canalizar, como fazes para discernir se um pensamento é teu ou de Kryon?

 Mario Liani: Dando continuidade ao explicado anteriormente, quando consegues tornar o inexplicável como algo “de uso cotidiano”, não faz falta fazer cerimônias ou rituais para conseguir repetí-lo à vontade.

É o que Kryon denominou “A Terceira Linguagem”: aquela que não se origina através de pensamentos racionais ou palavras vocalizadas, senão através do sentir em teu coração.

Como disse Kryon em várias oportunidades, a Terceira Linguagem representa a conexão constante do humano com a sua contraparte espiritual. Esta é uma das importantes mudanças energéticas que nos traz a Nova Era: humanos em contato entre sí e com o intangível, apenas através do sentir de seus corações.

De ser importante e necessário conseguir uma conexão além da rotina, tento fazer um alto e usar um protocolo de comunicação mais detalhado. Digamos que procedo a honrar a importância daquilo que se requer elucidar e invoco a maior claridade possível para conseguí-lo. No entanto, os momentos de canalização pública são diferentes.

Deves entender que esse momento terá sido agendado com muita anterioridade, pois pôde ter-se feito “uma citação” con o Um e com todos os participantes… com a finalidade de honrar esse dia como um momento muito importante de reencontro. De fato, chamamos a esses momentos “Encontro com Kryon e a Familia Espiritual”. São momentos que consideramos muito especiais, pois entendemos que os propósitos de conexão trascendem o mero propósito individual que o canalizador poderia ter desejado manifestar, pois a responsabilidade daquilo que ele poderia propiciar é muito elevada.

É por isso que no particular, tomo-me muito em sério esta missão… no ponto de que não sou partidário de reunir muito freqüentemente grupos de pessoas para canalizar a energia de Kryon, pois sinto que a repetição seguida faria que o intangível fosse algo monótono e rotineiro. De fato, este ano 2009 (15 de agosto) decidimos fazer um só evento de canalização pública em Caracas (este vai ser o quarto evento em dois anos consecutivos).

O momento de canalizar a Kryon ante um grande público é muito especial, pois o Um se vale da energia em massa dos assistentes para dar uma mensagem que seja pública, e ao mesmo tempo que seja individual. Parece contraditório, mas é assim como costuma acontecer.

Durante esse momento, tudo se aplaca no meu ser e com a mente em alvo,  permito que o órgão vocal se manifeste em automático sem que a minha mente intervenha ordenando os conceitos que a minha boca emana de maneira fluida.

Dessa forma, não há nehuma possibilidade de duvidar a respeito de quem produz o diálogo: minha mente humana ou a Inteligência Superior que se conetou através de mim.

Carmelo Urso: Como antes disseste, Kryon costuma falar da “família espiritual”. Em que consiste esta irmandade? Se limita tão só aos anjos e os seres humanos? E em última instância, o vasto conjunto da familia espiritual poderia ser equiparado a Deus?

Mario LIani: A Familia Espiritual é simplesmente o conjunto de seres – animados ou não – que conformam o UM… ou aquilo que denominamos “Deus”. Ao fazer parte do Todo e ser UM com o Todo – além dos conceitos e etiquetas que os humanos nos inventamos para explicar y catalogar o inexplicável – somos uma grande Família.

É aqui, no pleno exercício da dualidade humana – aquela que nos nubla o nosso original entendimento do Todo – que nos custa perceber essa grande verdade…

É como se estivéssemos participando num “Baile de Máscaras”, misturados com uma grande quantidade de pessoas que mascararam suas identidades a propósito para não ser reconhecidas e para não reconhecer-se entre si…

Uma parte deste grande jogo que vivemos, é desafiar-nos a nós mesmos para forçar-nos a ver além da máscara individual que temos emfrente…

Carmelo Urso: Somos os humanos almas eternas que reencarnamos até que seja necessário? A famosa frase de Kryon “regressar ao lar”, equivale à detenção do ciclo de reencarnações?

 Mario Liani: Viste alguma vez que a vida se tenha tomado férias e tenha suspendido a eterna sucessão de ciclos para entrar num estado de suspensão inanimada? Alguma vez a Terra se deteve e entrou em pleno recesso? Alguma espécie frutífera decidiu deixar de producir seus frutos por considerar tê-lo feito suficientemente?

 Como é abaixo é acima…

 Ou seja: a energia que nós somos, sempre está em constante movimento e expansão. A detenção do ciclo evolutivo é uma mera ilusão humana, aquela que se origina da idéia de que em algum momento não terá mais nada que aprender. Este é só um conceito da limitada visão humana, aquela que está baseada numa visão de extremos, onde há um princípio, portanto também têm que ter um fim…

 Mas na Eternidade de aquilo que nunca morre… tudo permanece em constante estado de transformação.

 O “Regresso ao Lar” representa um momento de mudança e transformação onde o Ser se reconecta com a sua verdadeira Essência Atemporal… para depois seguir no “Jogo da Transformação”, durante o qual passa por todas as facetas vivenciais que comporta o UM, integrando cada uma delas a si mesmo e aprendendo a amá-las como si elas fossem “ele mesmo”…

Se tu chegaste a experimentar – e portanto SER – aquilo que antes estava no teu exterior… não crês que vais amá-lo pelo fato de tê-lo integrado indissoluvelmente a ti?

 E assim é…

 Kryon

Canalizado por Mario Liani

 Há plena e total autorização para fazer circular livremente o texto acima impresso (“Deus é uma experiência coletiva: um diálogo com Mario Liani, impregnado da amorosa energia de Kryon” – por Carmelo Urso – Agosto 2009), sempre que seja enviado ou publicado integralmente, sem edição e com os respectivos créditos de autoria. Lembramos amavelmente que o único interesse perseguido com a divulgação pública deste e de outros textos similares é a transmissão de conhecimento e a elevação da consciência. Portanto, não se autoriza a divulgação do texto citado para fins meramente econômicos sem consulta prévia ao canalizador.

 Tradução do Espanhol para o Português: Enriqueta Olivari – shantidasi@shanti.jazztel.es

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